O ano de 2020, iniciou
para mim com um grande desafio, uma viagem ao Oriente Médio. Há tempo que
pensava em conhecer o Egito e só agora foi possível realizar o sonho. Na verdade,
a viagem envolvia as regiões de Israel, Palestina, que eu já conhecia, por
duas vezes estive nesse solo sagrado, a Jordânia, com o sítio arqueológico:
Petra e o Egito a terra dos faraós. Na
verdade, todos esses lugares formam a Terra Santa. Foram dezoito dias de viagem
intensa, entre voos, estradas e água e até neve e para completar o pacote,
muito frio, além da tensão, ao atravessar as fronteiras e os desertos da
região.
É uma viagem excelente para quem é historiador, professor, pessoas
ligadas a cultura, uma vez que, são muitas ruínas que a gente visita, eu gosto desse
tipo de programas, porém é importante ver as duas realidades, o antigo, mas
também o novo. São realidades que devemos conhecer juntas, o que não aconteceu, as visitas foi mais em sítios arqueológicos.
A viagem era em grupo de
vinte e duas pessoas e muitas expectativas na bagagem. Começamos por Israel,
afinal Telavive é a porta de entrada, já que o Aeroporto fica na cidade, onde
fizemos Check-in para a entrada no País. Após tramite de
imigração, fomos direcionados para o hotel. Em Telavive apenas passamos pela
cidade, uma pena, pois é um lugar muito bonito, gostaria de ter ficado mais
dias por lá. E como o objetivo na região era Jaffa e Cesareia, fomos visitar
esses lugares. Uma breve visita a estes pontos e em seguida viajamos para a
região onde Jesus nasceu, cresceu, viveu e morreu. Da Galileia, a Nazaré, Jerusalém
e demais localidades, que mencionarei nas páginas seguintes.
Após
a estadia nestes lugares, foi a vez de viajar para a Jordânia, primeira
expectativa sobre a travessia da fronteira. Com cuidado para não levar na
bagagem nada que identificasse que a gente tivesse passado por Israel, como por
exemplo a Menorá (Candelabro com sete braços) um dos principais símbolos do
judaísmo. A passagem foi tranquila, andávamos com o guia de Israel que nos
encaminhou a sala de imigração e nos colocou no ônibus que nos levou até a
fronteira da Jordânia. Mas o primeiro aviso não pode fotografar nada, então
todo mundo guardou seus celulares. Não existe sistema de táxi na fronteira,
você tem que pegar o ônibus de linha, que já faz esse trabalho. O Nosso guia de
Israel Ricardo, nos deixou até o ônibus, pois eles não podem atravessar a
fronteira. Do outro lado da Jordânia, o outro guia Ader, jordaniano já nos
aguardava no ônibus para continuarmos a viagem.
Na
Jordânia o nosso destino maior seria Petra, uma cidade escavada nas pedras.
Além de Jerash, uma das cidades das Decápolis. Na viagem para Petra nos
deparamos com uma tempestade de neve, fenômeno que não acontecia a 100 anos na
região, segundo o Guia Ader, mas foi muito legal, para quem nunca tinha
presenciado a neve, descemos do ônibus e fizemos a uma festa.
E
o nosso último destino seria o Egito, com toda sua imponente história, durante a nossa estadia no Egito
fizemos um cruzeiro pelo maior e mais antigo rio do mundo, o Rio Nilo.
Concluindo a saga, atravessamos o deserto até o Monte Sinai, que foi o nosso último destino, onde atravessamos a fronteira dessa vez pelo lado do Egito. Mais detalhes nas
páginas seguintes.